quarta-feira, 30 de abril de 2008

Música de qualidade e alegria em mais uma Noite Especial


Mudança de época. Esse foi o tema da terceira edição da Noite Especial, realizado no dia 26 de abril, na Praça da Matriz, em São Cristóvão. O projeto é uma iniciativa da Fraternidade Agostiniana Cenáculo, cujos objetivos são integrar a paróquia de São Cristóvão, através dos grupos e movimentos existentes e evangelizar, por meio de testemunhos e expressões artísticas como música e teatro, as pessoas que estão ou que passam pela praça.

A cada Noite Especial, que acontece sempre no último sábado de cada mês, uma banda é convidada. Para esta edição, o cantor Miro Machado animou a galera com releituras de clássicos musicais da nossa igreja. Miro Machado, que por muitos anos fez parte da extinta banda Primícias da RCC (Renovação Carismática Católica), formou um novo grupo de estilo clássico composto por um pianista, um saxofonista e um violinista.

Para o pároco de São Cristóvão, Pe. Cristóforo Testa, a Noite Especial é uma iniciativa louvável, pois a cada mês mais pessoas participam. Além disso, o padre, em referência à violência no bairro, afirmou que o evento é também uma forma de combatê-la. “A Igreja não pode ficar apenas no templo, mas sair. Na medida em que nós evangelizamos as pessoas se aproximam de Deus e vai mudando de vida”, disse.

Niuzélia dos Santos, que participa de grupo de oração há um ano, falou da importância que o evento representa para a igreja: “é um meio de darmos o testemunho. Através desse evento muitas pessoas são tocadas por Deus até mesmo as pessoas que estão afastadas”, afirmou entusiasmada.

O integrante do Cenáculo Gustavo Mota, em seu testemunho, falou das dificuldades encontradas na Fraternidade, porém superadas pela oração e amizade, princípios que a fundamenta.

O co-fundador do Cenáculo, Danillo Holzmann acredita que a cada edição a proposta e a mensagem vão ficando mais clara. Segundo ele, o projeto está dando certo e já é possível ver claramente que o avanço está acontecendo.

A próxima Noite Especial, 30/5, promete ser ainda melhor. Você está convidado a participar e fazer com que mais pessoas participem.

sábado, 19 de abril de 2008

Noites Especiais levam evangelização à São Cristóvão


Para evangelizar a juventude que fica nas praças, à mercê das seduções e perigos do mundo, como as drogas, a violência e a prostituição, a Fraternidade Agostiniana Cenáculo vem promovendo as Noites Especiais, na Praça da Matriz, em São Cristóvão.

O evento chega a sua 3ª edição nesse sábado, 26/4, a partir das 19h, e traz o cantor Miro Machado como convidado especial da noite. Muita música, animação, teatro e mensagens para uma mudança de vida. Tudo isso feito na praça, para que todos que transitem ou estejam no local possam ser alcançados por meio dessa evangelização.

As Noites Especiais acontecem no último sábado de cada mês. Sempre com o ministério de música da fraternidade Cenáculo à frente da animação. A cada noite, é convidado algum músico ou alguma banda que já atua evangelizando em Salvador. A banda Alto Louvor e a Comunidade o Verbo de Vida marcarão presença nas próximas edições do evento.

Para mais informações ligar (71) 3377-4598 – falar com Larissa, ou acessar o blog da fraternidade, no endereço
www.blogcenaculo.blogspot.com.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

A transposição da maldição?


A greve de fome do bispo Dom Luiz Flávio Cappio da diocese de Barra realizada em Sobradinho junto ao rio São Francisco está se aproximando do limite em que a vida corre perigo. Temos que alertar o poder público para que não permita a morte do bispo. O dilema posto por Lula é falso: entre os pobres e o bispo fico com os pobres. O verdadeiro dilema posto pelo bispo é este: entre os pobres e o agronegócio fico com os pobres.

Dada a insensibilidade dos poderes públicos e dos meios de comunicação face à evangélica greve de fome do bispo, envio este texto de advertência, publicado no dia 26 de fevereiro de 2007 no Jornal do Brasil do Rio de Janeiro e em outros 60 diferentes jornais do Brasil, com versão em espanhol e em inglês. O alerta antecipado continua válido e o apelo ao Governo assumiu dimensões de urgência.


A transposição da maldição
- O Governo através do Ministério da Integração Nacional declarou que "vai sair do campo da retórica" e já vai proceder a licitação das obras, orçadas nesta etapa, em R$ 100 milhões em vista da transposição do rio São Francisco. Derrubadas as liminares na Justiça, dissuadido o bispo que fez greve de fome, Dom Luiz Flávio Cappio e com o discutível aval do Instituto Brasileiro de Agricultura e Meio Ambiente(IBAMA), pretende o Governo realizar agora a transposição.

O argumento de base é emocional: "não se pode negar uma caneca de água a 12 milhões de vítimas da seca".
É exatamente no afã de dar água ao triplo de vítimas da seca que se deve questionar o projeto. Baseio meus dados num artigo publicado no dia 23 de fevereiro em O Estado de São Paulo do respeitável jornalista Washington Novaes "Um novo desfile e a mesma fantasia" e em outras fontes.

O apoio principal do projeto foi dado pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos, onde o governo federal, sozinho, tem a maioria dos votos. Ao contrário, grandes especialistas na área como os professores Aziz Ab’Saber e Aldo Rebouças da Universidade de São Paulo, Abner Curado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, João Suassuna da Fundação Joaquim Nabuco mostraram que o problema no Semi-Árido é mais de gestão do que de escassez.


A Agência Nacional de Aguas (ANA) provou que é possível abastecer os municípios sem precisar da transposição do rio. O IBAMA que deu o aval, forneceu, sem querer, argumentos contra o projeto. Reconhece que 70% da água seriam para irrigação e 26% para o abastecimento de cidades; que a maior parte da água transposta iria para açudes onde se perde até 75% por evaporação; que 20% dos solos que se pretendia irrigar "têm limitações para uso agrícola"e "62% dos solos precisam de controle, por causa da forte tendência à erosão".


O Tribunal de Contas da União diz que o projeto não beneficiará o número de pessoas pretendido. Efetivamente, as comparações entre os projetos do Governo e da ANA, feitas por Roberto Malvezzi, bom conhecedor da bacia do São Franscisco, mostrou que o do Governo custaria R$ 6,6 bilhões, atenderia apenas a quatro Estados (Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará) beneficiando 12 milhões de pessoas de 391 municípios, enquanto o projeto da ANA custaria 3,3 bilhões, atingindo nove estados (Bahia, Sergipe, Piauí, Alagoas, Pernambuco, Rio do Norte, Paraíba, Ceará e Norte de Minas), beneficiando 34 milhões de pessoas de 1356 municípios.


O próprio Comitê de Gestão da Bacia que conhece bem as questões do rio, foi por 44 votos a 2 contra a transposição; diz ainda que esta atende a menos de 20% do Semi-Árido e que 44% da população do meio rural continuaria sem água. São razões de grande peso.
Se o Governo quiser efetivamente levar água aos sedentos do Nordeste deve reabrir a discussão pública ou então encampar o projeto da ANA. Caso não ocorrer, podemos contar com nova greve de fome do bispo Dom Luiz Flávio Cappio.

Entre o povo que não quer a transposição e as pressões de autoridades civis e eclesiásticas, ele ficará do lado do povo. E irá até o fim.
Então a transposição será aquela da maldição, feita à custa da vida de um bispo santo e evangélico. Estará o Governo disposto a carregar esta pecha pelo futuro afora?
Leonardo Boff Teólogo

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

É possível falar sobre um método Agostiniano de Oração?

Conforme o próprio título sugere, creio ser uma tarefa não das mais fáceis. Pois, a nossa proposta trata-se, de um verdadeiro desafio que enfrentaremos durante essas semanas onde se seguirão algumas reflexões sobre o assunto. Essa dificuldade tem um motivo muito simples: o próprio Agostinho não deixou sistematicamente tal método. Temos apenas pontos, espalhados em toda sua vasta literatura.

Por essa razão, adotarei uma postura mais cautelosa, sem grandes pretensões de esgotar o assunto, mas, manifestando claramente o desejo de que nossos “encontros virtuais” possam ajudar a despertar a nossa vida para o que o próprio Agostinho falou sobre a busca pessoal de Deus, e que nos sintamos estimulados à, também nós, tentarmos nutrir uma verdadeira busca por Deus a exemplo deste homem que tanto nos ensina até os nossos dias e que inspira o modo de vida de nossa comunidade.

Nossa primeira reflexão tem como ponto de partida uma célebre frase encontrada no início das suas confissões: “Fizeste-nos para Ti Senhor, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti”(Confissões 1,1,1). Esta afirmação é como que uma esteira luminosa onde caminha toda a espiritualidade Agostiniana. Ela revela-nos uma realidade profunda de toda humanidade: existe em nós uma inquietação básica pelo fato de ainda não termos alcançado o sentido último de nossa existência e se formos honestos – eu quero ser – nunca poderemos atingi-lo plenamente nessa vida. Somos peregrinos neste mundo, estrangeiros nesta terra e temos como “objeto” de nossos desejos e pulsões mais essenciais e íntimas o próprio Deus.

Essa sede de Deus é a força propulsora que impulsiona a vida para o encontro com Ele, que é, o ponto de repouso do coração que arde no desejo de ser feliz e de realização. Na tentativa de um modo Agostiniano de buscar Deus e de encontrá-Lo, devemos ter esse “espírito livre” para fazê-lo. Não podemos jamais prescindir desse primeiro movimento: O Senhor nos atrai a si e essa atração corresponde profundamente a nossa sede de amor e de ser feliz. O coração humano vazio de sentido encontra em Deus o seu correspondente, o amante esperado, aquele que o realiza profundamente, que dá respostas às questões mais profundas do nosso ser.


Em palavras mais simples: Um jeito Agostiniano de oração começa, antes de tudo, com uma busca sincera por Deus, e isso inclui reconhecê-lo como único objeto de nossa busca. Quando buscamos a felicidade, a realização, quando buscamos ser amados, é o próprio Deus quem buscamos, muitas vezes até sem saber. Por fim, fiquemos com as palavras do próprio Agostinho:

“Procurei algo para amar, pois estava apaixonado pelo amor [...] Intimamente sentia fome, por carência de um alimento interior, que nada mais é que tu meu Deus. Essa fome, contudo, não me tornava faminto. Não ansiava pelo alimento incorruptível, não por fartar-me dele, mas por que quanto mais ele me faltava, mas detestável me parecia (Confissões 3,1,1).”

Até semana que vem meus irmãos!

Fiquem Nele, que nos encanta e nos atrai com uma beleza redentora!

Koinonia Pneumátos

Danillo Holzmann

Co-Fundador da Fraternidade